A paixão pela vela da mãe que passou para os filhos e virou profissão

Neste Dia das Mães, a FPVela compartilha o relato de Isis Rodrigues, da Associação de Vela de Candeias. Uma velejadora de Windsurf, mãe de Heitor e de Júlia. Campeã do Norte-Nordeste e Brasileira, ela encontrou na vela uma paixão que passou para os filhos e que, mesmo nas dificuldades da pandemia, virou também uma profissão.

São histórias como essa que reafirmam a magia da vela. Confira abaixo:

“Eu sou Ísis Rodrigues, mãe de Heitor e Julia, velejadora de Windsurf e psicóloga clínica. Minha mãe sempre me dizia: ‘faça o que ama e você sempre vai se divertir trabalhando’. Agora, vou contar um pouco da minha história, que começou na praia de Candeias, em 2014.

Sempre fui apaixonada pelo mar e ativa em me exercitar. Mas, aos 30 anos de idade, eu ainda não estava satisfeita por não ser praticante de um esporte. Era um sonho que tinha de me apaixonar por uma modalidade que eu não só praticasse apenas para ser ativa, mas que o fizesse por amor. Ora nadava, ora remava, mas não tinha um esporte que me trouxesse uma identidade. E ali, aos 30 anos, ao ver um equipamento de Windsurf foi amor à primeira vista.

Estava eu remando e encontrei um grande amigo velejando. Ele me cedeu o equipamento para experimentar e foi aí onde o então esperado esporte para fazer parte da minha vida (diária ou cotidiana) aconteceu. Logo me associei ao Clube Snipe de Candeias e comecei a praticar. Um ano depois eu já comecei a participar das regatas festivas e competitivas. Tomei gosto por competição.

Fui campeã Pernambucana em 2017 e 2018 e campeão Baiana também, que para mim foi lindo participar e subir ao pódio na terra em que nasci. Disputei também o Campeonato Brasileiro, em Búzios, no Rio de Janeiro, e fui 3º lugar subindo ao pódio. Foi espetacular. A felicidade é imensa e não apenas pelas conquistas que deixam um gostinho no coração, mas pela autossuperação que e ver o quanto estou progredindo é o elemento motivador para cada dia se apaixonar ainda mais pelo esporte.

Mas aí chegou a pandemia, tudo parou e, pela primeira vez em sete anos, fiquei cinco meses fora da água. É quando entram meus filhos na história: Heitor, de 11 anos, e Júlia, de 16. Com tempo sobrando, resolvi me dedicar a ensiná-los a velejar e essa experiência me fez abrir o leque. A partir daí nasceu mais um projeto de ser instrutora de Windsurf. No mesmo ano, a CBVela estava inaugurando cursos de formação de instrutores de vela à distância via plataforma on-line e comecei a estudar. Assim, através dos meus filhos, virei uma professora de Windsurf. E ser mãe, de todas as profissões que tenho, é a que eu mais amo!”